segunda-feira, 24 de abril de 2017

Natal de infelizes

 
Diante da pequenez do Cristo
que se expõe nas vitrines;
da mesa farta e profana
que alimenta a gula humana;
da roupa nova que encapa
o corpo da hipocrisia;
dos abraços induzidos
que não aquecem a alma;
do cálice embriagado
de assolações e de espantos;
dos votos de irmandade
que não ultrapassam dezembro
e dos olhos marejados
que não se ofuscam ao dinheiro,
um Natal feliz!

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