A melhor fase da vida é
quando ela acontece;
é quando os sonhos já não
são tão importantes
quanto as realizações.
Não me arrependo do ontem
que vivi,
dos riscos, dos cortes, das
provocações,
das desobediências pra ser
quem eu sou;
das pedras atiradas aos dias
que morri.
Não criei zinabre por faltas
ou omissões...
Hoje tenho o ar — esse é o
meu quinhão —
e do que eu não fiz respondo
em liberdade.
E ainda devo, mas é a nada
dever
e/ou muitas vezes ceder;
e/ou noutras me objetar,
dar ouvidos ao coração
e embargos dar à razão;
e devo não maquiar a vida
para que a minha mente não
se torne enferma,
pois co'a alma sem saúde
mata-me, aos poucos, o
físico
minando a minha
consciência...
Ao voo indômito com tal
insanidade,
é paradoxal essa rebeldia,
que se converte em razão
(e a esta é que não se
castra);
conduz-me por caminhos
estreitos;
desfaz n'alma todos os nós...
e aos pousos com sensatez
me trazem eficazes respostas
com a construção de verdades
e mesmo que hajam os
trancos,
há o contentamento em ser.
E se há o regozijo em ser
é tudo que a mim importa;
ser humilde a polir o meu
espelho
e a ser obediente à minha
rebeldia,
ter minhas vontades como
guia,
devendo nada dever...

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