Óbvio é nascer puro
pra fazer parte desse mundo
imundo, tosco;
é viver duro, atravancado,
sempre em busca dum melhor
conforto...
depois de tudo, ainda
moribundo,
achar que tudo ainda é muito
pouco...
Óbvio é estar na mão
quando se prende
e, aflito, cego, roga a um
deus ínfimo, morto,
se enforcando, pelas cruzes
e correntes
penduradas no pescoço...
São os desejos e pecados
vivos e não ditos, a lida...
de toda sorte é vida
mesmo quando a morte lhe
interpela...
não há o óbvio ou o ilógico
onde o improvável não atropela...
onde o improvável não atropela...

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