Olho-me por teus olhos
vejo-me de espírito parco,
fraco,
de todo imperfeito;
e no meu corpo esquálido
cheio de defeitos,
torto,
caricato...
do lado sombrio me vejo
num louco poeta,
triste e absorto...
de semblante amarelado,
de sorriso pálido
sem cor e sem gosto.
Mas também vejo em meu peito,
o raro
amor verdadeiro,
etéreo, intacto.

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