sexta-feira, 21 de abril de 2017

Sem título pro amanhã



Não sei entender dos deméritos
que afugentam os sonhos tão sonhados,
de oceanos precipitados na assimetria de afins;
de solubilidades de sentimentos que se desmantelam
nem de deficiências do coração
na incapacidade de ouvir a própria voz
como razão imbatível...

É lamentável o testemunho de óbito de histórias,
onde parte do futuro deixa de existir
naquilo tudo que cessa
quando a hora era de progredir...

Nessa escalada sem volta,
chega-se ao epílogo
com a incoerência das negativas perante o querer,
com falácias desleais
e falsas perspectivas...

O espírito se desfalece
no céu que é abatido,
o que eram viçosos prados
jazem agora em escombros,
mas nem toda sobra é caos...

Lá, além de onde a vida se bifurca,
existem outros horizontes,
outros sóis, outras praias,
outros céus, outros mares,
um mundo inteiro pra amar
e histórias por escrever...

Nunca, nenhum tempo é perdido,
nenhuma coragem é morta,
mas, as marcas do que ficarem,
jamais saberão supor
o que, hoje, nunca existiu...








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