sábado, 22 de abril de 2017

Sobras de ontem



No ar, à fuligem do tédio sabatino,
as sobras das sombras de ontem...
Ando com o peito partido
ainda encharcado de lama.

As chuvas que antes caíram
foram insuficientes
pra lavarem a desventura
e rebrotaram em meu ser
traços sombrios do passado.

Não haverão mais mudanças
com a decrepitude dos sonhos
e a recessão já apagou
a força e a luz dos meus passos.

O que haverá no amanhã
sem a fuga do imaginário,
nos labirintos formados
com a morbidez por exaustão?




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