Meu amor é Fênix, renasce
das cinzas,
das sobras, resquícios,
dos restos, dos mortos,
dos vícios de corpos
e de tudo aquilo em que
ainda há paixão.
Ali ele resiste...
Nas sombras dos cios incuráveis,
latente em gozos
insaciáveis,
em atos reversíveis, talvez
recicláveis,
que aos olhos de seres de
almas impermeáveis
mais parecem lixos...
E é mesmo assim...
Enquanto houver algo, ainda
em mim, imbuído
desde que sanado o meu
orgulho ferido,
meu amor volverá...
E devolverá tudo que foi retido.
Com força e vontade desfará
o cansaço
e tudo que é prolixo
com a sede de um beijo,
com o calor de um abraço.

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