segunda-feira, 24 de abril de 2017

Vagueando




Entrego-me livre aos braços dos ventos;
singro pela vida flanando ao relento;
balouço nas ondas pelo mundo afora
preso à liberdade que em mim se ancora.

Leve, eu velejo pelos mares adentro;
só tendo a contento o crepúsculo e a aurora;
arfante, o meu peito, de amores sedento;
me faz ser maior que o mar que me devora.

Avante mais milhas me levem ao ermo;
embora sozinho e em boa companhia
em minhas cercanias eu encontro a mim mesmo.

E vagueando solto nas asas do tempo
desprezo a ampulheta a marcar minhas horas
e faço meu agora mais nobre e opulento.




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