Aos seres pseudomorais
e que se julgam normais
é louco ser o que se é...
Há capas em quase tudo,
postura e coragem em poucos
que se desproveem de escudos
e se assumem como loucos...
Ao contrário dos normais
o louco é castiço, é
íntegro, é todo;
se sobressai em rebuliços,
não se induz aos engodos,
não usa de feitios postiços,
nunca é nunca, nunca é
quase...
Apresenta-se nu e sem medos,
mete a cara no mundo e se
expõe à vida.
Pra defesa da sua lida
vai contra ou a favor do
vento
Faz qualquer tempo o seu
tempo
com coragem desmedida.
Se rende a qualquer paixão;
ri quando é pra sorrir
chora se é pra chorar
e chora por tanto rir...
Sem máscara, vive o real
num profundo surreal
e ainda lhe sobra tempo
pra ser mundo e ser feliz...

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