sexta-feira, 21 de abril de 2017

Máscara



Somos errantes em busca de conexões
que nos tornem maiores e melhores.
No artifício do silêncio egoístico,
camuflamos a carapaça de humildade,
em busca dum elo
que nos traga a satisfação,
porém o vulcão, iminente de erupção,
que arde na alma
não nos engana daquilo o que realmente somos:
um ser bruto e egoísta
que maltrata, mata e toma pra si
o que, possivelmente, não lhe servirá...

Não há solidez no semblante humano
e há trevas em seu coração...

A ideia deturpada de imagem e semelhança a um ser superior
traz ao homem o desejo de riqueza,
tornando-o sem noção
do tamanho da sua vida...
Com os olhos embotados, busca o poder a qualquer custo
e que, já tarde e doente da alma,
lhe faz perceber o que é a involução do ser.

Talvez sejam os loucos, andejos e mendigos,
seres reencarnados,
num outro estágio de vida,
são desprovidos de ambições
e de humildade aflorada.
Há riqueza nesses seres
que aceitam as provações e que nelas evoluem.

Busquemos então a riqueza
à luz da humildade e do desprendimento
para que partamos sem dívidas
e para que não retornemos
a um grau aquém de existência.








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